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Clara Tannure, ex-Diante do Trono lança música voltada ao público gay

  • Jorge Pereira:Jornalista-MTE 0005599/BA - 27/06/2019

Clara Tannure na infância, em clipe do grupo gospel Crianças Diante do Trono (esquerda), e no vídeo de ‘Chora boy’ — Foto: Reprodução / YouTube

Clara Tannure, filha da pastora Helena Tannure e ex-integrante do grupo Crianças Diante do Trono, está ocupando as manchetes nesta semana por conta de sua estreia como cantora secular, acompanhada da revelação de que é bissexual.

Aos 24 anos, a jovem lançou a música Chora Boy, com uma letra que repete os chavões progressistas e um clipe que traz beijo gay e exposição do corpo, seja da artista, seja dos figurantes.

Numa entrevista ao portal G1, a Clara Tannure diz que na infância sua mãe e seu pai, pastor João Lúcio Tannure, só permitiam música gospel. E nesse contexto, ela se tornou integrante da versão mirim do Diante do Trono: “Lá em casa sempre foi só música evangélica, desde que me entendo por gente. Meus pais eram bem rígidos de não tocar música ‘do mundo’. Sempre louvor. Mas quando eu tinha uns 12 anos, na escola, via as amiguinhas escutando Rouge e fui escondida procurar as músicas”, contou.

Através da internet ela satisfez a curiosidade: ”Eu já escutava rádio escondida quando minha mãe saía de casa. Gostava de Luka, Kelly Key… Mas o YouTube facilitou. Eu sonhava em ser como a Britney. Mas minhas roupas tinham que ser ‘bem comportadas’”, afirmou Clara Tannure. “Não podia barriga de fora. Eu via as mulheres nos clipes poderosíssimas, usando o que queriam. E eu performava (sic) sozinha no espelho”, acrescentou.

“Fiz DVDs do Crianças Diante do Trono até 16 anos. Tenho um carinho gigantesco por eles. A gente amava ensaiar, cantar. Na escola tiravam foto com a gente, era divertido”. Clara, que estudou em escolas cristãs de Belo Horizonte (MG), disse ainda que optou por seguir um caminho diferente dos pais: “Fui para a faculdade, trabalhar, viver a vida real”.

“Comecei a pensar que não concordava com tudo o que era dito na igreja, e com o que as pessoas queriam de mim. Preferi me afastar. Não por achar que é um ambiente ruim, mas não concordar”, enfatizou.

Segundo ela, essa decisão causou atrito entre ela e a família: ”Teve conflito, porque era muito importante para eles. Eu era adolescente, eles queriam me envolver, e aí tinha que obedecer. Não foi fácil. Agora tenho 24 e moro sozinha, trabalho, tenho a minha autonomia”. *Mais informações no portal G1

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