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Na mira da PF: CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha filho do presidente Lula

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 26/02/2026
                       

Decisão da CPMI amplia investigação sobre supostos desvios de recursos do INSS e inclui quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, citado na Operação Sem Desconto.

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Foto: Reprodução)

A CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A comissão investiga supostos desvios no repasse de benefícios destinados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O nome de Lulinha foi citado como um dos possíveis beneficiários do esquema apurado durante uma das fases da Operação Sem Desconto.

A decisão da CPMI amplia o escopo das investigações, que buscam identificar responsabilidades e eventuais irregularidades na gestão e na liberação de recursos previdenciários. A quebra de sigilo permite aos parlamentares acesso a informações bancárias e fiscais consideradas essenciais para o aprofundamento das apurações.

O caso segue em análise no Congresso Nacional e pode gerar novos desdobramentos conforme o avanço das investigações.

🎥 Reprodução/CNN Brasil

Fraude no INSS

Em abril de 2025, uma investigação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF) revelou uma fraude bilionária no INSS, que roubou centenas de milhares de aposentados por meio de descontos não autorizados em seus benefícios.

Segundo a polícia, sindicatos e associações de aposentados conseguiam, por meio de convênios com o INSS, descontar mensalidades de aposentados e pensionistas sem autorização.

Estima-se que o esquema envolva R$ 6,3 bilhões em descontos, entre valores legais e ilegais, no período de 2019 a 2024.

Entre os investigados na primeira fase da Operação estavam seis servidores públicos, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Ele foi demitido do cargo após a operação e preso em novembro.

Em setembro, novas prisões foram feitas, entre elas do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”.

Ele é apontado pelas investigações como facilitador do esquema que desviou recursos de aposentados e pensionistas.

Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas a ele teriam operado como intermediárias financeiras das associações investigadas na fraude.

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