
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) podem contar, a partir desta quarta-feira (1º), com técnicas menos invasivas e mais modernas para o tratamento de varizes e cirurgia bariátrica.
Para o tratamento de varizes, os pacientes terão a disposição a escleroterapia ecoguiada com espuma, que consiste em aplicar uma substância esclerosante chamada Poidocanol, em forma de espuma, diretamente nas varizes, até que estas desapareçam.
Já as pessoas com obesidade mórbida contarão com a técnica gastroplastia videolaparoscópica, opção mais utilizada no mundo para a realização da cirurgia bariátrica que promove a perda de peso.
Considerada uma técnica inovadora para o tratamento de varizes, a escleroterapia ecoguiada com espuma não precisa de internação, exige menor tempo de tratamento e promove rápida recuperação. Segundo estudos apresentados à Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias ao SUS (Conitec), a técnica provoca menos dor no pós-operatório e o paciente precisa de menor tempo de licença para tratamento médico.
Além da nova técnica, as pessoas que sofrem com varizes tem à disposição no SUS tratamento cirúrgico, atendimento fisioterapêutico e fasciotomia para descompressão. “Temos mais de dez mil angiologistas e cirurgiões vasculares no SUS, realizamos no último ano 1,2 milhão de ultrassonografias coloridas e mais de 70 mil cirurgias para retirada de varizes”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
As varizes costumam aparecer a partir dos 30 anos, e a maior incidência é registrada em quem possui histórico familiar e para os que levam vida sedentária, tem pressão alta, obesidade ou passam longos períodos em pé. Os sintomas são dor, queimação, sensação de peso nas pernas e inchaço nos tornozelos. Uma das formas de prevenção é manter hábitos saudáveis de alimentação, além de praticar exercícios regulares.
Bariátrica
Já as pessoas com obesidade mórbida poderão realizar a cirurgia bariátrica por meio da técnica da gastroplastia videolaparoscópica, que é menos invasiva e possibilita a perda de peso tanto por uma diminuição do tamanho do estômago quanto por uma diminuição da superfície intestinal.
Essa é a primeira vez que o procedimento será ofertado no SUS. Antes, era oferecida a técnica de laparoscopia aberta. A previsão é que a maioria dos procedimentos que antes eram conduzidos pela forma laparotômica passe a ser conduzida pela via laparoscópica.
O procedimento, assim como os outros cirúrgicos por laparoscopia, oferece uma série de vantagens aos pacientes como a possibilidade de um menor tempo de permanência no hospital, menor volume de sangue necessário durante a cirurgia, menor necessidade de UTI e menor incidência de complicações pulmonares, entre outros.
Incorporações
Para incorporar novas tecnologias no SUS, o Ministério da Saúde conta com a avaliação da Conitec, que analisa, além da efetividade da técnica, o custo e benefício para a saúde pública. Além do site da Conitec, a população também pode acompanhar os processos de incorporação por meio de aplicativo nas versões Android e IOS.*Ministério da Saúde
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