A lista com os nomes de pessoas a quem Meire Poza transferiu dinheiro a pedido de Youssef foi apreendida pela Polícia Federal
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A contadora Meire Poza
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que investiga denúncias de irregularidades na Petrobras, a contadora Meire Poza confirmou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, fazia reuniões com o doleiro Alberto Youssef na sede da GFD Investimentos – empresa de fachada por meio da qual, segundo a Polícia Federal, Youssef direcionava o pagamento de propinas a políticos e fazia remessas de valores para o exterior.
Além do deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA), a contadora Meire Bonfim Poza citou os nomes de André Vargas (Sem partido-PR), e o ex-ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP), como políticos que teriam se beneficiado do esquema de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef. A contadora afirmou que fez pagamentos para familiares de parlamentares.
– Fiz pagamento para o deputado André Vargas, que depois eu soube que era do jatinho [emprestado pelo Youssef para uma viagem ao Nordeste], para familiares do Luiz Argôlo e outros pagamentos que eu não sei quem são as pessoas – disse.
Ela disse também que o deputado Luiz Argôlo (SD-BA) recebeu um helicóptero avaliado em cerca de R$ 800 mil do doleiro, mas o veículo não foi transferido para o parlamentar.
– Foi registrado no balanço da GFD, mas não foi transferido – explicou.
Ele admitiu ter recevido 3,5% de comissão para a emissão de R$ 7 milhões em notas frias por sua empresa de contabilidade, Arbor Consultoria e Assessoria Contábil, para os negócios do doleiro.
“Recebia 7% nas comissões com as notas frias. Na verdade recebia 3,5% porque dividia os recursos com o Enivaldo Quadrado”, afirmou. O valor chegaria a R$ 245 mil.
Ela declarou, em resposta à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que, dos R$ 7 milhões em notas frias, R$ 1 milhão teria ido para a empresa Grande Moinho Cearense a pedido do deputado Luiz Argôlo (SD-BA). “O Grande Moinho Cearense é uma empresa de moagem de trigo em Fortaleza, do grupo de Carlos Jereissati”, afirmou Grazziotin.
Notas frias
Em seu deporimento, a contadora Meire Bonfim Poza afirmou também que a GFD, empresa controlada por Alberto Youssef, emitia notas para empresas sem que serviços fossem prestados. Ela negou que as empresas de Youssef para as quais prestava serviços tinham contratos diretos com instituições públicas, como a Petrobras.
– Elas tinham relação com empreiteiras e não com empresas públicas. Mendes Júnior, Sanko Sider, Engevix, Paranasa, principalmente essas – apontou.
Segundo ela os recursos que chegavam até GFD eram aplicados em outros investimentos feitos pela empresa como a operadora de turismo Marsans.
O salário de Meire seria R$ 15 mil reais mensais para atender todas as empresas de Youssef. Ela conheceu Youssef a partir de Enivaldo Quadrado, condenado no processo do Mensalão e que cumpre pena alternativa.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa de Meire e disse que ela não deveria ser ouvida na condição de testemunha, mas de investigada.
Para pagar multa
Durante três meses, Meire Poza, frequentou a casa do jornalista Breno Altman para receber parcelas de R$ 15 mil reais. Segundo ela, o dinheiro seria dado pelo PT para Enivaldo Quadrado pagar a multa do mensalão.
– O seu Enivaldo Quadrado me pediu sim para receber 15 mil reais durante alguns meses, que era um valor que ele recebia de um jornalista chamado Breno Altman, que ele falava que era o PT pagando o mensalão. Dos R$ 6 milhões eu não tenho conhecimento – disse em resposta ao deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que a indagou sobre possível desvio de R$ 6 milhões da Petrobras.
Ex-sócio da corretora Bônus-Banval, Quadrado foi condenado a pagar 300 salários mínimos, além de prestar serviços comunitários pela condenação. Foi Enivaldo Quadrado quem apresentou Meire a Alberto Youssef, envolvido nas denúncias de irregularidades na Petrobras.
A contadora admitiu ter guardado um contrato – apreendido pela Polícia Federal em seu escritório – de um empréstimo de R$ 6 milhões entre a 2 S Participações LTDA, empresa de Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto, mas disse desconhecer sua utilização por Enivaldo Quadrado.
– Eu não tenho conhecimento de que tenha havido nenhum tipo de chantagem. Quando ele me pediu para que eu guardasse esse contrato, em momento algum ele falou para que ele tinha utilizado ou para que ele tinha utilizado. Eu só soube do teor depois da publicação da revista Veja – explicou. (Do IG Bahia)
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