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ICMBio inicia experimento para transformar 50 hectares de pasto em floresta de Mata Atlântica na Reserva Biológica de Una

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 27/08/2025
                       

Os objetivos incluem a restauração florestal e a avaliação do retorno da biodiversidade local.

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) deram início ao projeto intitulado Restaura Una, que testará na prática diferentes manejos de restauração florestal na Reserva Biológica (REBIO) de Una, com o objetivo de identificar qual método possui melhor custo-benefício para retorno da biodiversidade local.

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As Unidades de Conservação (UC) são consideradas áreas estratégicas e prioritárias para implantação de projetos experimentais de reflorestamento e as Reservas Biológicas preveem que suas áreas sejam restauradas para recuperação da cobertura florestal e dos serviços ecossistêmicos. A REBIO de Una é uma UC de Proteção Integral com 18.500 ha, criada pelo decreto nº 85.463 em 1980 e ampliada no ano de 2007. Abriga populações de diversas espécies ameaçadas, como a preguiça-de-coleira, o mutum-do-sudeste, o entufado-baiano, o macaco-prego-do-peito-amarelo e, em especial, o mico-leão-de-cara-dourada, espécie endêmica da região que motivou a criação da Unidade.

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O experimento de restauração na REBIO será realizado em 50 parcelas de 1 hectare nas áreas de pasto na antiga Fazenda Sol Nascente, recentemente adquirida pela União. O manejo será orientado pelo princípio do cultivo mínimo, através do qual busca-se reduzir ao máximo alterações e perturbações no solo que comprometam a regeneração natural, por isso serão retiradas todas as plantas exóticas como fruteiras e capim de pasto evitando a competição com as nativas que crescem naturalmente.

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Dentre os manejos adotados, podemos citar os poleiros artificiais para favorecer a dispersão de sementes pelas aves, a transposição de serrapilheira de áreas próximas que funcionam como banco de sementes a serem germinadas naturalmente, as capinas seletivas de plantas exóticas ou pragas, as semeaduras de espécies pioneiras de crescimento rápido e o monitoramento da regeneração através de medições em campo.

Além de avaliar o custo-benefício dos métodos de restauração, esse experimento pretende realizar importantes contribuições científicas com a formação de estudantes de pós-graduação da UFSB.

O projeto será viabilizado através do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), com recursos do Termo de Compromisso Socioambiental do Porto Sul.

Texto e imagens: ASCOM/Núcleo de Gestaõ Integrada ICMBio Ilhéus

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