Una News - Responsabilidade com a Notícia - Nosso WhatsApp (73) 99917-3247 Email: unanews@yahoo.com.br

PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO POR EBOLA, LIBÉRIA QUEIMA OS MORTOS, VÍTIMAS OU NÃO DO VÍRUS

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 01/10/2014
                       
Foto:Divulgação

Foto:Divulgação

A epidemia do vírus ebola tem obrigado as autoridades da Libéria a levar todos os mortos, sejam vítimas ou não da doença, para um crematório localizado a 15 km da capital Monróvia.”Queimamos todos os corpos, os que morreram com febre hemorrágica ou não. São ordens do ministério da Saúde”, afirma Victor Lacken, porta-voz da Cruz Vermelha.No pátio do crematório é possível ver um monte de cinzas com alguns ossos no meio.”Depois da morte o contato com o corpo é especialmente contagioso”, explica, por sua vez, Laurence Sailly, coordenadora do Médicos Sem Fronteiras (MSF).”Os corpos se convertem em um lugar ótimo para o vírus do ebola continuar se multiplicando, já que o sistema imunológico não funciona mais”.”Não se sabe quanto tempo os corpos continuam sendo contagiosos. Por isso é preciso queimá-los o quanto antes, ou enterrá-los a mais de dois metros de profundidade. Decidimos queimá-los porque a camada freática aqui é muito alta”, acrescenta.”Em julho, alguns corpos foram enterrados em zonas pantanosas, mas subiram de novo à superfície. Só que a incineração é muito mal vista aqui culturalmente falando”, explica ainda.”É difícil explicar às pessoas que não devem cuidar de seus parentes nem enterrá-los da maneira tradicional”, admitiu o ministro da Indústria e Comércio, Axel Addy.

Fazer o recolhimento dos corpos é problemático.”Existem muitas protestos, e resistência por parte das famílias”, conta Alex Wiah, chefe da equipe, que executa o trabalho que localizar e recolher os corpos.A reação dos parentes não é refreada nem com o fato de a epidemia ter aumentado no país, que contabiliza mais da metade dos cerca de 3.000 mortos na África Ocidental. Algumas ONG e a OMS (Organização MUndial da Saúde) preveem mais milhares de mortos nos próximos meses.”Às vezes, as pessoas são agressivas. Têm medo e não confiam no governo”, acrescenta Johnson Chea, assistente social da unidade especial de ebola.A temporada de chuvas complica ainda mais a tarefa. “É muito mais perigoso quando chove. O vírus, que se transmite através dos fluidos, não pelo ar, se propaga com a água”, explica Alex Wiah.

O trabalho também implica desinfetar a casa do falecido.Wiah afirma que o trabalho não lhe parece tão aterrador porque, antes de suas novas funções, era embalsamador de corpos.E as pessoas envolvidas nesse mutirão sanitário procuram se consolar com o salário que recebem: 1.000 dólares por mês, uma fortuna na Libéria.

Fonte:Uol

Compartilhe

Atenção:

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Una News. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios podem ser removidos sem prévia notificação.

NOTÍCIAS RELACIONADAS