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COM 70 KG, MENINO DE 3 ANOS ESPERA POR EXAME PARA SER DIAGNOSTICADO

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 26/09/2014
                       

A mãe conta que o filho engorda cerca de três quilos por mês

(Foto: Reprodução/TV Gazeta)

(Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Um menino de 3 anos que já pesa 70 kgs preocupa a família, que não tem condições de pagar por um exame que poderia diagnosticar a doença que causa o excesso de peso. O garoto Misael tem dificuldades para realizar atividades básicas, como andar e respirar. “Ele é um neném ainda, pede colo, e eu não posso dar”, lamenta ao G1 a mãe, a dona de casa Josiane de Jesus.

A mãe conta que o filho engorda cerca de três quilos por mês. A suspeita é que ele sofra de uma síndrome. Misael nasceu com 3,750 kg, peso normal, mas já nos primeiros meses começou a engordar. “Ele engordava 300 gramas por mês, que é mais do que o esperado. Os médicos alertavam, mas eu dizia que não estava dando nada do que ele não poderia comer. Com um aninho, ele engordava cerca de três quilos por mês e não parou mais”, relata.

Visitas a médicos não esclareceram as causas para a obesidade infantil – mesmo com exame detectando hipotireoidismo, o tratamento com medicamentos não ajudou. Pelo contrário, depois de começar a tomar remédios, Misael engordou mais.

O garoto foi encaminhado para uma geneticista que trabalha em Vitória e foi quem levantou a possibilidade do menino sofrer de uma síndrome que faz engordar. O exame para diagnosticar custa mais de R$ 1 mil e não é feito em Vitória, por isso precisou de um pedido especial à Secretaria de Saúde. O exame é uma pesquisa molecular por síndrome de Prader Willi.

O menino mora em Cachoeiro de Itapemirim e faz tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Ele tem dificuldades para andar, para levantar, para respirar. Às vezes chora a noite toda porque não consegue dormir, devido à dificuldade de respirar”, diz a mãe. Ela diz ainda que não colocou o menino em creche porque algumas crianças se assustam com o tamanho do seu filho.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) informou que o exame está em processo de compra, por se tratar de algo raro e caro, e deve ser finalizado até o fim do mês.Informações do Ibahia

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