Candidata do PSB comentou resultado da última pesquisa Datafolha. Levantamento mostrou que a ex-senadora perdeu três pontos percentuais.

Marina concedeu entrevista coletiva em São Bernardo do Campo ao lado de seu candidato a vice, Beto Albuquerque, e da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) (Foto: Letícia Macedo / G1)
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (19) que, apesar de ter perdido pontos nas últimas pesquisas eleitorais, não pretende mudar o rumo de sua campanha eleitoral. A presidenciável ressaltou durante agenda eleitoral em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que não quer entrar no “vale tudo” para vencer a eleição de outubro.
“Eu que eu pretendo fazer junto com o Beto [Albuquerque, candidato a vice] e com a nossa aliança é continuar apresentando propostas, falando a verdade, não fazendo agressões. Não as mentiras e as calúnias que tem sido feitas contra mim. Vamos continuar fazendo uma campanha limpa, comprometida com a democracia. Não queremos entrar no vale tudo para ganhar a eleição”, disse Marina em entrevista coletiva no município que é o berço político do Partido dos Trabalhadores (PT).
Pesquisa Datafolha*divulgada nesta sexta aponta que a candidata do PSDB perdeu três pontos percentuais em comparação com o último levantamento do instituto. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada no dia 10, Marina tinha 33% das intenções de voto. Já o levantamento desta sexta mostrou a ex-senadora com 30%. (Do G1)
Dilma Rousseff (PT), por outro lado, oscilou de 36% para 37% no Datafolha. O candidato do PSDB Aécio Neves ganhou dois pontos percentuais da pesquisa de 10 de setembro para esta última, passando de 15% para 17%.
Questionada sobre se estava preocupava com o aumento da vantagem da presidenciável petista sobre ela, Marina foi taxativa. “Não estou preocupada. Para mim, estamos dando uma contribuição cidadã. Nesse momento, estamos tranquilos. Vamos continuar fazendo o debate. Não vamos combatê-los com as mesmas armas”, enfatizou.
Ao final da entrevista, Marina participou de um ato público em frente à igreja matriz de São Bernardo. Egressa do PT, a candidata destacou em seu discurso o papel histórico que aquela praça teve na luta contra ditadura militar. Em razão do peso simbólico daquele local, ela disse que fez questão de ir até lá como candidata à Presidência para assegurar que, se eleita, irá dar continuidade às conquistas sociais das últimas décadas.
A Praça da Matriz, no centro de São Bernardo, foi ponto de concentração de trabalhadores durante as greves lideradas pelo ex-presidente e então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 no ABC.
“Nós sabemos que nesta praça, na frente desta catedral, tivemos lutas históricas pela conquista da democracia, pela renovação do sindicalismo, nos movimentos contra a carestia na década de 1970. Agora, fizemos questão de vir até aqui para dizer que o nosso compromisso em continuar avançado nas conquistas que o povo brasileiro a duras penas alcançou”, ressaltou Marina em seu discurso.
‘Basta na corrupção’
Apesar de estar no berço político do PT,Marina Silva aproveitou seu pronuncamento na praça matriz de São Bernardo para criticar a atual gestão petista no governo federal. “Nós vamos ganhar a Presidência do Brasil para dar um basta na corrupção, um basta na incompetência que fez nosso país parar de crescer, ameaça o emprego”, alfinetou.
Ela também ironizou o fato de políticos como o senador José Sarney (PMDB-AP) e o deputado Paulo Maluf (PP-SP) apoiarem sua adversária do PT. “Nós estamos aqui para dizer que eles [integrantes do PT] pararam. Abriram mão dos princípios. Eles estão juntos com Sarney, Collor, Maluf, Jader Barbalho. Nós é que somos a verdadeira mudança”, disse.
Na cidade que reúne várias montadoras de veículos e metalúrgicas, a candidata do PSBtambém atacou a atual política industrial do país. “Vamos proteger a indústria brasileira, que no governo da Dilma, está sendo reduzida a pó”, destacou Marina.
* O Datafolha ouviu 5.340 eleitores em 265 municípios nos dias 17 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00665/2014. (Do G1)
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