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Bahia: Idoso que teve corpo trocado em hospital é sepultado pela família

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 17/01/2019
                       

Aloísio Ramos Ribeiro chegou a ser enterrado como indigente após o erro do hospital, na quarta-feira (16). O corpo dele foi retirado da cova depois que a família descobriu que estava prestes a sepultar um estranho.

De acordo com o irmão de Aloíso, Geraldo Ribeiro, o corpo do idoso foi entregue aos familiares por volta das 17h30 da quarta, e, em seguida, foi levado para Santo Estêvão. O corpo chegou na cidade por volta das 21h30.

Em Santo Estêvão, de onde a família é, o idoso foi velado até a manhã desta quinta-feira. Depois, o corpo seguiu para o Cemitério Municipal. O sepultamento foi realizado por volta das 10h, e reuniu dezenas de familiares e amigos de Aloísio.

Ainda conforme Geraldo, a direção do hospital arcou com as despesas do caixão novo, já que o que a família havia comprado foi usado com o outro paciente da unidade médica.

Caso

bahia

Hospital Geral Ernesto Simões Filho, em Salvador — Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia

Aloísio Ramos Ribeiro morreu na noite da terça-feira (15), após ficar 18 dias no hospital e passar por duas cirurgias, por conta de um problema no fígado.

De acordo com o irmão de Aloísio, o corpo entregue pelo hospital estava em estado avançado de decomposição. Por isso, o caixão saiu do hospital fechado. Somente na funerária que a troca foi descoberta.

“A gente sofreu duas vezes. Primeiro porque meu irmão morreu e depois porque o corpo que deram para a gente estava errado. É uma coisa que não dá para acreditar”, contou Geraldo.

Após identificar a troca, a família voltou ao hospital para saber o que havia acontecido. Somente no início da tarde que os familiares de Aloísio descobriram que o corpo dele tinha sido enterrado como indigente.

O primeiro sepultamento de Aloísio ocorreu no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas, em Salvador.

Em nota divulgada na quarta-feira, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que a direção do Hospital Geral Ernesto Simões lamentou o ocorrido, e afirmou que será aberto um inquérito administrativo para apurar as responsabilidades do caso.* Fonte: G1

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