
Juiz federal Marcelo Bretas sentenciou o ex-governador do Rio a quinze anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. (Foto: Veja)
O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, condenou nesta terça-feira o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) a quinze anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com a nova sentença, a quarta em processos da Lava Jato, Cabral acumula penas a 87 anos e quatro meses de prisão. Detido na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte carioca, ele ainda é réu e será julgado em outros treze processos na primeira instância da Justiça Federal.
A nova condenação de Sérgio Cabral se deu em uma ação penal referente à ocultação e lavagem de 39,7 milhões de reais recebidos de propina pelo peemedebista e seu grupo político. Segundo o Ministério Público Federal, o montante, desviado de contratos do Estado do Rio durante a gestão de Cabral, é parte dos 317,8 ocultados pelo ex-governador e seus aliados no Brasil e no exterior e foi lavado entre agosto de 2014 e junho de 2015.
Bretas concordou com as alegações dos procuradores de que a lavagem do dinheiro se deu por meio do pagamento de despesas pessoais de Sérgio Cabral e de um dos ex-assessores dele, Carlos Miranda, além da movimentação e distribuição de valores entre outros membros da organização criminosa capitaneada por Cabral.
Entre os elementos levados em conta pelo magistrado na sentença estão as delações premiadas dos irmãos Marcelo e Renato Hasson Chebar, ambos doleiros e operadores financeiros do peemedebista no esquema de corrupção. Os irmãos Chebar movimentavam dinheiro sujo no exterior para Cabral e faziam entregas de valores em espécie no Brasil.* Mais informações portal Veja
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