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POLÍCIA FRANCESA IDENTIFICA 3 SUSPEITOS DE ATAQUE EM PARIS

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 07/01/2015
                       

Dupla de irmãos e sem-teto são apontados como possíveis reponsáveis por atentado que deixou 12 mortos na redação do “Charlie Hebdo”

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Os três suspeitos de realizar o atentado ao semanário francês “Charlie Hebdo” foram identificados como dois irmãos e um terceiro homem. De acordo com a polícia francesa, os irmãos se chamam Said e Cherif, são franceses e têm idades próximas dos 30 anos. Seu sobrenome não foi divulgado, mas a polícia informou que começa com a letra K.

O terceiro suspeito, identificado como Hamyd M. seria um sem-teto, que até recentemente dormia no terminal da Academia de Reims em Charleville-Mezieres, afirma o jornal “Metro News”.

O trio é suspeito de ter invadido a redação do semanário, matando 12 pessoas e ferindo uma dezena. Após o massacre, os suspeitos fugiram em um carro preto. O véiculo foi encontrado, mas, de acordo coma polícia, ele foi abandonado e os suspeitos, vestindos com roupas negras e usando máscaras, decidiram seguir em outro veículo.

— Perseguiremos esses criminosos pelo tempo que for necessário para que a justiça seja feita — afirmou o presidente François Hollande, que classificou o ato como “um atentado terrorista”.

O ataques aconteceram após o semanário publicar matérias e charges consideradas anti-islâmicas. O “Charlie Hebdo” já havia sido criticado no passado por publicar charges ironizando o profeta Maomé. (Do ORMNews)

Jornalistas condenam ataque

A Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) e o Fórum Mundial de Editores condenaram fortemente o ataque contra o semanário “Charlie Hebdo”, em Paris, que deixou 12 mortos e pelo menos cinco seriamente feridos nesta segunda-feira.

“Nós condenamos da forma mais forte possível esta absurda atrocidade e nos colocamos ao lado do Charlie Hebdo e de toda a comunidade jornalística na França na busca de justiça para as vítimas”, disse em comunicado o CEO da WAN-IFRA, Vincent Peyrègne.

Segundo Peyrègne, trata-se de um ataque à liberdade de imprensa e à sociedade.

“Com 61 jornalistas mortos em 2014 e o ano novo começando sob condições tão terríveis, nós observamos que um ataque desta natureza atinge o coração das liberdades que a imprensa da França defende tão apaixonadamente. Não é apenas um ataque contra a imprensa, mas também contra a sociedade e os valores pelos quais todos lutamos. Isto deve ser um alerta para todos nós nos impormos contra o crescente clima de ódio que ameaça fraturar nossa compreensão de democracia”.

O incidente foi oficialmente declarado ataque terrorista pelo presidente François Hollande, e o país teve seu nível de alerta terrorista elevado ao máximo, com policiais armados vigiando os prédios de veículos de comunicação e outros locais.

Em 2011, um atentado com bomba incendiária destruiu a então sede do semanário. O semanário continuou com sua posição de sátiras críticas, apesar de ameaças subsequentes.

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