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Moraes determina entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro e proíbe saída do país

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 26/10/2026
                       

Senador foi intimado pela Polícia Federal a entregar os documentos em 24 horas e está proibido de deixar o Brasil.

Flávio Bolsonaro é intimado a entregar passaportes e fica proibido de sair do Brasil. (Imagens reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o proibiu de deixar o Brasil. A Polícia Federal intimou o parlamentar nesta segunda-feira, 26 de outubro, a entregar os documentos no prazo de 24 horas.

A determinação abrange os passaportes comum e diplomático. A decisão também impede o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. As defesas negam as acusações.

Em manifestação nas redes sociais, Flávio afirmou que cumprirá a ordem e negou qualquer intenção de fugir do país. O senador atribuiu a medida a declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que havia sugerido sua saída do Brasil em caso de derrota na eleição presidencial. Essa explicação foi apresentada pelo próprio parlamentar.

Derrota nas eleições

Flávio Bolsonaro disputou o segundo turno das eleições presidenciais com Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito no último domingo (25) com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos.

No entanto, o candidato do PL não reconheceu a vitória do adversário e disse, em seu discurso após a apuração, que pedirá a anulação do pleito. O senador contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que determinou a ampliação do horário de votação em duas horas.

Zanin atendeu a um pedido da campanha do PT, que denunciou falta de transportes em diversas cidades do Brasil, o que descumpre decisão da Justiça Eleitoral de oferta de transporte gratuito no dia das eleições.

Apesar disso, tanto a campanha de Lula quanto a do próprio Flávio haviam feito o pedido de extensão do horário de votação ao Tribunal Superior Eleitoral, que não tomou uma decisão antes do fechamento das urnas. No caso da campanha de Flávio, a justificativa apresentada eram fortes chuvas nas regiões Sul e Sudeste, que dificultaram o deslocamento do eleitor.

Fonte: Agência Brasil

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