
Frase para imagem destaque: “O cacau nasce na nossa terra. A riqueza gerada por ele também precisa permanecer na nossa terra.”
O cacau faz parte da história, da cultura e da economia do Sul da Bahia. Para fortalecer a agricultura familiar, é preciso ir além da venda da amêndoa: industrializar o cacau e seus derivados, agregar valor à produção e aproximar o produtor do consumidor. Um dos pontos mais importantes dessa estratégia é que a industrialização do cacau e de seus derivados precisa acontecer dentro do próprio território onde o cacau é produzido.

Industrialização do cacau pode fortalecer agricultura familiar no Sul da Bahia
Nesse contexto, o cooperativismo surge como uma estratégia para organizar a produção, melhorar a gestão, gerar trabalho e renda e impulsionar o desenvolvimento dos municípios. A ChocoSol – Cooperativa de Empreendimentos Solidários do Cacau e Chocolate do Sul da Bahia, presidida por João Geraldo, é um exemplo dessa organização.

Cooperativismo e industrialização do cacau podem impulsionar o Sul da Bahia
O modelo cooperativista permite integrar as principais etapas:
Cacau → fermentação → secagem → beneficiamento → nibs → massa de cacau → chocolate e derivados → marca → mercado → consumidor
Assim, os agricultores deixam de ser apenas fornecedores de matéria-prima e passam a participar das etapas que agregam maior valor ao produto, da lavoura ao mercado consumidor.
A transformação do cacau movimenta setores como agricultura, transporte, comércio, serviços, embalagens, logística, marketing e turismo. Isso gera empregos, cria oportunidades para a juventude rural e fortalece a circulação de recursos nos municípios.
Além disso, o aumento da atividade econômica pode contribuir para as receitas públicas, fortalecendo o desenvolvimento local.
No modelo tradicional, o agricultor participa principalmente do plantio, colheita, fermentação e venda das amêndoas, muitas vezes para atravessadores, ficando distante das etapas de beneficiamento e dos mercados de maior valor.

Produzir, industrializar e comercializar: um novo caminho para o cacau baiano
No modelo cooperativista:
Agricultor → cooperativa → industrialização → chocolate e derivados → marca própria → mercado → consumidor
Essa integração permite que uma parcela maior da riqueza permaneça no território, beneficiando agricultores, trabalhadores, cooperativas, comércio e serviços.
Não basta produzir o cacau. É fundamental transformá-lo dentro do próprio território.
Quando a matéria-prima é enviada para outras regiões para ser industrializada, parte dos empregos, da renda e das oportunidades também deixa o território produtor.
Por isso, é necessário fortalecer a capacidade local de beneficiar, industrializar, criar marcas, desenvolver produtos e comercializar.
A industrialização territorial pode estimular novas agroindústrias, unidades de beneficiamento, centros de distribuição, lojas e experiências de turismo ligadas ao cacau e ao chocolate.
O objetivo é fortalecer um ciclo econômico em que:
Produzir → industrializar → comercializar → gerar renda → desenvolver o território.
Industrializar o cacau é transformar matéria-prima em produto, trabalho em oportunidade e cooperação em desenvolvimento.
O cacau nasce na nossa terra. A riqueza gerada por ele também precisa permanecer na nossa terra.
Mais do que produzir amêndoas, precisamos construir um modelo em que o agricultor participe do valor gerado pelo chocolate que nasce do seu próprio cacau, fortalecendo a agricultura familiar, os municípios e o desenvolvimento do nosso território.
TEXTO E IMAGENS
ChocoSol – Cooperativa de Empreendimentos Solidários do Cacau e Chocolate do Sul da Bahia
Presidente: João Geraldo
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