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Funcionários dos Correios encerram greve na Bahia

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 08/05/2017
                       

No entanto, segundo Sincotelba, trabalhadores não aceitaram propostas da empresa e permanecem em estado de greve

Funcionários dos Correios encerram greve na Bahia

Após 11 dias, os funcionários dos Correios na Bahia encerraram a greve da categoria no estado, durante assembléia realizada na tarde desta segunda-feira (8), em Salvador. A informação foi passada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba).

De acordo com o Sincotelba, no entanto, os trabalhadores não aceitaram as propostas oferecidas pela empresa e permanecem em estado de greve. As negociações devem ser retomadas a partir da terça-feira (9). Ainda conforme o sindicato, a categoria volta ao trabalho a partir das 22h desta segunda-feira.

Greve

A greve dos funcionários do Correio começou no dia 27 de abril, em todo o Brasil. Os representantes dos trabalhadores pedem a retirada da mediação do TST sobre os planos de saúde, revogação da suspensão das férias, debate sobre a situação econômica da empresa, revogação da entrega alternada e otimização de atividade interna, suspensão das ameaças de demissão motivada e privatização, suspensão do fechamento das 250 agências e a criação de comissão com a participação dos trabalhadores para tratar sobre o tema.

A estatal tenta implantar um novo formato para o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde. A empresa alega que esse custeio é o responsável pela maior parte do déficit registrado nos últimos anos na estatal. Hoje a estatal arca com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários com 7%.

Quanto ao plano de saúde, os Correios propõem que os sindicatos apresentem uma contraproposta. Caso haja acordo, os Correios retirarão a solicitação de mediação que haviam feito junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Os Correios voltaram atrás em relação à decisão de suspender as férias dos trabalhadores. A estatal prevê a revogação da medida por 90 dias e disse que pagará até R$ 3,5 mil para os empregados que forem tirar férias em maio, junho e julho. O restante dos valores será parcelado. Os sindicatos querem que as férias sejam mantidas.

A estatal também disse que vai descontar as faltas dos funcionários no dia 28 de abril, quando da realização da greve geral, e exigirá compensação dos funcionários que faltaram nos últimos dias.

Os Correios informaram que se dispusera a suspender as novas implantações de medidas operacionais como a distribuição domiciliária alternada, entrega matutina e organização das atividades internas e que essas medidas serão negociadas em comissão a ser formada com essa finalidade. Os casos locais e os que apresentarem maior dificuldade serão prioridade na negociação. *Agência Brasil

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