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FUSÃO ENTRE PSB E PPS MOVIMENTA CENÁRIO

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 01/05/2015
                       

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Anunciada pela presidência nacional do PSB e do PPS, a fusão das siglas, que deve ocorrer até junho deste ano, já tem deixado alvoroçado os bastidores políticos na Bahia. Isso porque, as legendas a nível estadual, têm posições ideológicas bastante distintas e prometem travar uma disputa interna para manterem as alianças que estabeleceram desde as eleições do ano passado.

O PPS, presidido no Estado pelo vereador Joceval Rodrigues, está ao lado do prefeito ACM Neto (DEM) e na campanha para o governo do Estado apoiou o candidato do prefeito, o atual secretário municipal da Fazenda, Paulo Souto. Para a presidência, esteve ao lado do candidato, senador Aécio Neves (PSDB). Já a presidente estadual do PSB, senadora Lídice da Mata apoiou  Dilma Rousseff (PT) e após a vitória do governador Rui Costa (PT) retornou com a aliança com os petistas.

Ontem, ambos protagonizaram uma breve discussão por meio da imprensa que deu pano para manga e fez com que muitos políticos apostassem fichas de qual lado o futuro novo partido deverá ficar. Até mesmo foram levantados os questionamentos sobre qual nome deverá permanecer com a junção. Questionada, a senadora afirmou que, pelo fato do PSB ser um partido maior, será o PPS que mudará a posição e deu o recado: “Joceval vai ter que saber qual o rumo dele. Temos em Salvador uma política e não vamos mudar. O PSB, por ser um partido maior, não vai mudar de posição. Nem mesmo a posição do partido vai mudar. O que vamos fazer é incorporar 30% da direção do PPS”, declarou. 

Já o vereador Joceval, líder do governo no Legislativo municipal, garante que todas as resoluções só vão ser tomadas após muito diálogo. Ele disse desconsiderar estes pormenores, no momento, e mostrou-se tranquilo. “Cada dia com sua agonia. As diferenças terão o seu momento para ser discutidas”. Apesar das muitas reviravoltas que o processo trará, Rodrigues disse ver a união “com bons olhos”, no entanto,  não gostou dos comentários de Lídice a respeito de sua pessoa, ao afirmar que ele terá que seguir um rumo. “Essa é uma postura que explica porque a candidata ao Senado, iniciante na política, teve mais votos que ela”, alfinetou, fazendo  referência ao fato de Eliana Calmon ter tido mais votos para senadora do que Lídice para governadora. “É uma atitude de uma dirigente partidária que não soma, não aglutina, que acaba de dar a resposta de porque os partidos caminharam juntos nacionalmente, o que não se repetiu na Bahia com a candidatura dela. É lamentável que depois de tantos anos de política ela não tenha conseguido aprender a dialogar”, disparou.

O integrante do PSB, que tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, Domingos Leonelli, assume que a situação é delicada, mas acredita que, de uma maneira geral, a fusão é positiva. “Principalmente se o PPS conseguir recuperar quadros valorosos que se afastaram como, por exemplo, Luis Contreiras”, disse. Segundo Leonelli, nacionalmente o PSB tem uma posição de independência propositiva baseada em 11 pontos definidos que foram mantidos, enquanto o PPS é oposição clara. Na Bahia, ele ressalta que será necessário diálogo. “Então esse é um problema na Bahia que vamos ter que resolver, não sei ainda como. A direção do PPS na Bahia é Joceval, uma ótima pessoa, gosto muito dele. Mas é um problema pra se resolver e vamos ver quais são as opções. É uma situação delicada”, declarou.

Câmara – O vereador socialista Silvio Humberto, que integra a bancada da oposição ao prefeito ACM Neto (DEM), disse ter conversado com Joceval e ambos chegaram à conclusão de que pelo menos 90% dos problemas que poderiam interferir na fusão foram resolvidos. “Temos até o prazo de junho onde as instâncias de ambos os partidos vão discutir muito. Ainda é cedo para avaliar (se fica com Rui ou com Neto), até pela própria dinâmica que tem a política”, afirmou.

Pela legislação, lembra o vereador, os membros que se sentirem insatisfeitos têm o direito de sair da legenda que se fundiu sem perder o mandato. “É um momento de conversa, agora temos que ouvir as bases para ver do ponto de vista programático. Os partidos têm as convergências, mas tem as situações locais que precisam ser discutidas aqui na Bahia. Quem se sentir insatisfeito com qualquer tipo de fusão deve de fato procurar os espaços onde tenham maior afinidade”, destacou.

Informações: Tribuna da Bahia

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