O Senado Federal aprovou no dia 10 de março de 2015, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais (deputados federais, estaduais e vereadores). O texto, do ex-senador José Sarney (PMDB), agora será discutido novamente em plenário em três sessões e será submetido à nova votação. O projeto, que foi aprovado em primeiro turno, caso seja aprovado em segundo turno, seguirá para análise do plenário da Câmara dos Deputados.
Entenda – O projeto do ex-senador José Sarney permite que apenas as alianças realizadas entre os partidos no processo eleitoral aconteçam nas eleições majoritárias, ou seja, para presidente, governadores e senadores. Desta forma, o voto dado no candidato de um determinado partido não poderá contribuir para a eleição do candidato de outra legenda.
A decisão não agradou ao deputado paraibano Tião Gomes, presidente do PSL no estado. Inconformado, o líder partidário comentou a decisão do Senado, que, segundo ele, prejudica os partidos vistos como “nanicos”. “Estão tentando dar satisfação a opinião pública usando o argumento que os culpados são os pequenos partidos, e que as coligações proporcionais são o mal da nação e não é”, disse Tião. O parlamentar afirmou que as pequenas legendas são diferenciais dos grandes partidos, que, segundo ele, vivem envolvidos em escândalos. “Está aí o PMDB envolvido em escândalo, o PT envolvido em escândalo, o PSDB. Agora veja se tem algum partido pequeno! Não tem”, garantiu o presidente do PSL.
Tião Gomes concluiu dizendo que com essa decisão do Senado a presença dos partidos pequenos nas câmaras e assembleias será dificultada. “Isso está errado porque é uma maneira dos grandes [partidos] quererem tomar o poder dos pequenos e se perpetuar no poder”, argumentou. Questionado sobre a afirmação de que os partidos menores servem de “aluguel”, Tião foi incisivo: “Quem mais serve de aluguel são os grandes. Veja o PMDB por exemplo!”.
PB Agora
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