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JOVEM IRANIANA É ENFORCDA POR MATAR ESTUPRADOR

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 25/10/2014
                       

O Irã enforcou na madrugada deste sábado, dia 25, a jovem Reyhaneh Jabbari, condenada à morte por ter assassinado seu estuprador.

Reyhaneh Jabbari foi enforcada neste sábado por ter matado homem que a estuprou quando tinha apenas 19 anos

Reyhaneh Jabbari foi enforcada neste sábado por ter matado homem que a estuprou quando tinha apenas 19 anos

Apesar dos apelos internacionais, Jabbari, de 26 anos, foi executada em uma prisão de Teerã, a capital dopaís.

A informação da execução foi divulgada pela mãe da jovem, Shole Pakravan. Jabbari foi presa em 2006 pela morte do médico Morteza Abdolali Sarbandi, um ex-funcionário do Ministério da Inteligência do Irã que tentou agredi-la sexualmente.

À Justiça, Jabbari negou que tenha matado o médico. Segundo sua versão, ela foi contratada pelo agressor para ajudar a decorar um escritório. O médico, porém, a teria levado para um edifício, onde a estuprou.

Jabbari tentou se defender com uma faca, ferindo-o no ombro. Uma campanha para salvá-la foi lançada nas redes sociais. Em um primeiro momento, parecia que os apelos permitiriam uma suspensão temporária da execução.

No mês passado, porém, fracassou a tentativa do governo iraniano de intermediar um perdão da família de Sarbandi, que se negou a exercer esse direito, concedido pela lei de guesas (“olho por olho”).

Nessa sexta-feira, dia 24, a jovem recebeu a visita de sua mãe, que relatou que Jabbari estava passando mal e com febre. A mãe também foi até à prisão ao saber da execução, e, com um grupo de 100 pessoas, chorou e gritou pela morte da filha.

A ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, lamentou o enforcamento. “A execução de Jabbari é uma dor profunda”, disse a chanceler, em um comunicado. “Todos esperávamos que a mobilização internacional poderia salvar a vida de uma jovem que, no entanto, tornou-se vítima duas vezes: a primeira, com seu estuprador e, a segunda, com um sistema que não escutou os inúmeros apelos”, criticou Mogherini.

A organização Anistia Internacional (AI) também condenou a execução, classificando-a como “uma nova mancha para o Irã no tema dos direitos humanos” e “um afrontamento à justiça”. “Jabbari foi condenada em 2009, ao fim de uma investigação e de um processo profundamente viciados”, disse a entidade.

Fonte:Boainformação

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