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GUTIERRE

TUBULAÇÃO DE GÁS EXPLODE NO CENTRO DE SP E FERE 10

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 24/08/2014
                       
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Uma tubulação da Comgás explodiu na madrugada de ontem na região central de São Paulo, deixando dez feridos, dois correndo risco de morrer. Duas ruas da região tiveram de ser interditadas.


Segundo a Polícia Militar, o vazamento de gás foi detectado às 2h40 na Rua do Glicério. Uma das moradoras da via, a funcionária pública Magda Santos, de 50 anos, afirmou que já sentia cheiro de gás por volta das 20 horas.

Equipes da Comgás estavam trabalhando nos reparos do vazamento, em um ramal de baixa pressão, quando às 5h06 ocorreu a explosão. O impacto atingiu uma pensão e destruiu parte da fachada do sobrado. “Senti um estrondo e o barulho das janelas se mexendo, como se fosse um tremor”, contou o empresário Edgar Luna, que mora ao lado, na Rua Barão de Iguape.

Todos os feridos estavam dentro da pensão, de acordo com a PM. Eles foram levados para os prontos-socorros do Hospital das Clínicas (HC) e da Santa Casa de Misericórdia, no centro da capital. Duas vítimas da explosão permanecem no HC, internadas em estado grave: Natanael de Abreu Torres, de 36 anos, teve 45% do corpo queimado e Henrique Figueiroa, de 44 anos, 35%. Outros dois atingidos seguem em observação na Santa Casa.

Depois do acidente, dez equipes dos bombeiros e a Defesa Civil foram chamados. Quatro quarteirões chegaram a ser isolados preventivamente. O desenhista Alex Valverde, de 21 anos, precisou deixar o apartamento, que fica ao lado da pensão onde houve o acidente. Segundo ele, a Comgás pediu a todos os moradores que se retirassem por medida de segurança – havia cheiro de gás em todo o prédio. “Tinha um monte de gente machucada, no chão.

O Corpo de Bombeiros pediu para ficar o mais longe possível”, afirmou. Conforme Valverde, os moradores só puderam retornar para as casas às 14h30. Por volta das 18 horas, as famílias de moradores da pensão ainda retiravam móveis e roupas e procuravam onde ficar. O comerciante José Batista da Silva, de 60 anos, estava com o pé enfaixado e o braço cortado, pelo estouro de uma janela. Ele não sabia para onde ir. “Falaram para a gente seguir para um albergue. Eu não vou.” (O Diário)

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