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POLÍCIA FEDERAL TENTA PRENDER IRMÃOS DO MINISTRO DA AGRICULTURA

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 27/11/2014
                       

Eles estariam envolvidos em esquema de venda ilegal de terras distribuídas pela reforma agrária

Assessoria de imprensa do ministro informou que ele esta viajando e que, por enquanto, não poderá se pronunciar sobre o assunto Foto: Divulgação

Assessoria de imprensa do ministro informou que ele esta viajando e que, por enquanto, não poderá se pronunciar sobre o assunto
Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) tenta cumprir mandados de prisão de dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, na Operação Terra Prometida, deflagrada na manhã desta quinta-feira (27), para combater esquema de venda ilegal de lotes distribuídos por meio de reforma agrária no Estado de Mato Grosso. Advogados entraram em contato com a Polícia Federal e informaram que os irmãos vão se entregar ainda nesta quinta-feira.

A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura informou que o ministro está em viagem ao exterior representando o vice-presidente da República, Michel Temer, e, por enquanto, não poderá se pronunciar sobre o assunto. A assessoria ainda informou que não tem detalhes da ação da PF contra os irmãos de Geller.

Segundo a PF, com o objetivo de se obter a reconcentração fundiária de terras da União destinadas à reforma agrária, fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio faziam uso de sua influência e poder econômico para aliciar, coagire ameaçar parceleiros para obter, ilegalmente, lotes de 100 hectares, cada um avaliado em cerca de R$ 1 milhão. Estima-se que 80 fazendeiros fazem parte do esquema. A fraude pode alcançar o montante de R$ 1 bilhão, em valores atualizados.

Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam e esbulhavam a posse destas áreas. Em seguida, com o auxílio de servidores corrompidos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), integrantes de entidades de classe, servidores de Câmaras de Vereadores e de Prefeituras Municipais buscavam regularizar a situação do lote – diz a PF em nota sobre a operação.

A PF informou que foram emitidos pela Justiça Federal 52 mandados de prisão preventiva, 146 de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde, todos em Mato Grosso. Há investigados também nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A operação, que conta com cerca de 350 policiais federais, investiga crimes de invasão de terras da União, contra o meio ambiente, fraudes em documentos, e corrupção ativa e passiva. O inquérito foi instaurado em 2010 e, entre os alvos, estão oito servidores públicos. (Fonte: Estadão)

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