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Bahia registra altos índices e ocupa o 4º lugar em feminicídios no ranking nacional

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 21/01/2026
                       

Brasil bate recorde de feminicídios em 2025; média foi de 4 mortes por dia. Foram 1.470 casos no ano, contra 1.464 em 2024, a maior marca até então. Tipificação foi criada em 2015, quando ocorreram 535 mortes – crescimento de 316% em 10 anos.

Mulheres protestam contra feminicídios, no centro de Brasília — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil atingiu um novo recorde de feminicídios em 2025, acendendo um alerta nacional sobre a violência contra a mulher. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram registrados 1.470 casos de janeiro a dezembro, superando o total de 1.464 mortes em 2024, que até então representava o maior número da série histórica.

Os dados revelam uma média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia no país, vítimas de violência motivada por gênero. A tipificação do crime de feminicídio foi criada em 2015, ano em que o Brasil contabilizou 535 mortes. Em apenas dez anos, o número de casos cresceu 316%, evidenciando a gravidade e a persistência do problema.

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Mesmo com números ainda incompletos — já que os dados de dezembro do estado de São Paulo ainda não foram atualizados na base federal —, o cenário já aponta para um dos anos mais violentos da história recente. As estatísticas são coletadas pelos governos estaduais e posteriormente consolidadas pelo governo federal.

Bahia lidera no Nordeste e ocupa o 4º lugar no país

No ranking nacional, São Paulo lidera com 233 casos registrados em 2025, seguido por Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104). A Bahia aparece na 4ª colocação, com 103 feminicídios, sendo o estado nordestino com o maior número de registros no período.

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O dado coloca a Bahia em posição de destaque negativo, reforçando a necessidade de políticas públicas mais eficazes, fortalecimento da rede de proteção às mulheres e investimentos em prevenção, investigação e punição dos crimes.

Especialistas alertam que o feminicídio é o estágio final de um ciclo de violência que, muitas vezes, começa com agressões físicas, psicológicas e ameaças ignoradas. O enfrentamento exige ações integradas entre poder público, sistema de justiça e sociedade. Fonte: G1

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