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Fraudes no INSS: Filho do presidente Lula é alvo de pedido de prisão no STF

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 14/01/2026
                       

Pedido de prisão preventiva contra Lulinha é analisado pelo STF no âmbito das investigações da Polícia Federal sobre descontos irregulares no INSS

Pedido de prisão contra Lulinha chega ao STF em meio a investigação sobre fraudes no INSS. (Foto: Reprodução internet)

O advogado Jeffrey Chiquini, conhecido por atuar na defesa de Filipe Martins, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação está ligada às investigações da Polícia Federal (PF) que apuram fraudes em descontos indevidos em benefícios do INSS, caso que também é acompanhado pelo Congresso Nacional.

O pedido foi distribuído ao ministro André Mendonça, relator do inquérito que investiga o chamado escândalo do INSS.

⚖️ Risco de fuga e apuração em andamento

Na petição enviada ao STF, Chiquini sustenta que existe risco de fuga, uma vez que Lulinha reside no exterior e poderia deixar o país durante o andamento das investigações. O advogado destaca que o filho do presidente já teria permanecido fora do Brasil em 2025 e atualmente mora em Madrid, desde julho do ano passado.

Segundo o requerimento, a manutenção de residência fora do país pode dificultar a aplicação da lei penal, caso haja denúncia formal e posterior julgamento. Com base nesses argumentos, o advogado afirma que estariam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva e solicita que o Ministério Público Federal seja ouvido com urgência.

O documento aponta ainda que Lulinha foi citado por testemunhas e mencionado em elementos informativos colhidos pela Polícia Federal. A própria PF teria comunicado ao STF que investiga a participação específica do filho do presidente nas irregularidades relacionadas ao INSS.

Entre os pontos destacados na petição está a alegação de que Lulinha receberia uma mesada de R$ 300 mil, supostamente paga por um investigado conhecido como “Careca do INSS”. Relatórios da investigação também mencionam conversas, depoimentos e suspeitas envolvendo negócios ligados à cannabis medicinal, embora o caso ainda esteja em fase de apuração e sem conclusão definitiva.

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