Temer disse que governo tem de atender reinvindicações; PT ressaltou mobilização por Dilma

Em Brasília, manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios Joel Rodrigues/12.04.2015/Frame/Estadão Conteúdo
As manifestações contra a corrupção e o governo da presidente Dilma reuniram 680 mil pessoas neste domingo (12) em cidades de 24 Estados e o Distrito Federal, segundo a Polícia Militar. Os organizadores, porém, calcularam a participação de 1,5 milhão de pessoas.
A participação é inferior ao primeiro protesto de 15 de março quando cerca de 1,6 milhão de pessoas se manifestaram.
Organizadores dos atos avaliaram que, mais importante que o número de manifestantes, foi o fato de o protesto ter tido maior penetração em cidades do interior.
O movimento Vem Pra Rua, grupo mais popular entre os manifestantes, estima ter ocorrido protestos em 450 cidades, ante 241 em 15 de março. Kim Kataguiri, coordenador nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), outro movimento à frente dos protestos, afirmou que o grupo conseguiu triplicar o número de cidades com manifestação.
— Só o MBL fez atos em 173 cidades, o triplo do número de atos em 15 de março. Isso fora os outros movimentos.
Além do DF, protestos ocuparam ruas em São Paulo, Alagoas, Santa Catarina, Acre, Minas Gerais, Bahia, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Sul, Goiás, Rondônia, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Pernambuco e Tocantins.
O maior ato aconteceu na avenida Paulista. De acordo com a PM, 275 mil pessoas participaram do ato em São Paulo. Já o Datafolha estimou em 100 mil o número de manifestantes.
O clima na avenida foi de tranquilidade. A reportagem testemunhou apenas uma briga nas proximidades do carro de som do Vem Pra Rua, onde havia a maior aglomeração de manifestantes. Outro incidente ocorreu quando um manifestantes que levou sozinho uma caixa de som também foi hostilizado após dizer que não queria o impeachment. Ele pedia intervenção militar, mas outras pessoas pensaram que defendia a presidente Dilma Rousseff e passaram a xingá-lo. O manifestante foi retirado sob escolta da Polícia Militar.
Na região da Paulista mais próxima ao Paraíso concentraram-se carros de som a favor da intervenção militar. Apesar de terem ao menos três carros pedindo ação das Forças Armadas contra a presidente Dilma, o número de manifestantes nos arredores dos carros não chegava a encher as pistas da avenida Paulista.
Políticos como os deputados Jair Bolsonaro (PP) e Major Olímpio (PDT) marcaram presença. Hostilizado no Rio de Janeiro, Bolsonaro foi aplaudido na Paulista. Dezenas de pessoas queriam tirar selfies com o parlamentar, que era tratado como “presidente”. Do r7
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