Acompanhada da filha, Paula, a presidente desfilou em carro aberto na Esplanada dos Ministérios e acenou para o público.
O primeiro dia do ano foi também o primeiro do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. A cerimônia de posse começou com desfile pela Esplanada dos Ministérios.
Quem foi ao Palácio da Alvorada queria uma chance de ver a presidente Dilma Rousseff antes da posse. Durante toda a manhã, ela ficou na residência oficial, se preparando para a cerimônia.
Na Esplanada dos Ministérios, segurança rigorosa. Oito mil policiais e militares das três forças estavam espalhados em pontos estratégicos.
Pessoas que chegavam para acompanhar a posse não podiam entrar na pista destinada à comitiva presidencial.
Um grupo conseguiu passar. “Só para ir ao toalete”, conta um rapaz. 
Segurança no chão e no ar. No alto dos ministérios, atiradores de elite. Muita gente aguardava a presidente no gramado, sob um sol de quase 30°C e buscou uma sombra para se abrigar. Teve quem passou mal e foi socorrido.
No começo da tarde, os batedores da comitiva presidencial já estavam a postos. Antes da missão oficial, uma oração.
Com alguns minutos de atraso, a presidente saiu do Alvorada, em carro fechado. No meio do caminho, já na Esplanada dos Ministérios, um táxi furou o bloqueio da segurança e ficou à frente da comitiva. Ele foi advertido por um batedor e se afastou.
Em frente à catedral de Brasília, Dilma Rousseff, acompanhada da filha, Paula, trocou de carro e embarcou no Rolls Royce presidencial. Em pé o tempo todo, a presidente acenou e fez o gesto de um coração com as mãos, que já é marca registrada.
À frente do cortejo, os batedores. Ao lado, agentes da Polícia Federal, a pé. E atrás, a cavalaria do batalhão da guarda presidencial. No céu, o show da Esquadrilha da Fumaça.
Durante todo o trajeto de quase um quilômetro, o público, a maioria de militantes petistas e de movimentos sociais, saudou a presidente.
Quase chegando ao Congresso, um homem foi imobilizado por agentes, no momento em que o carro da presidente passava. Ele estava em uma área de segurança, exclusiva para o comboio.
Na rampa do congresso, Dilma Rousseff foi recebida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pelo presidente da Câmara, Henrique Alves.
A caminhada até o plenário foi interrompida várias vezes por cumprimentos e muitas fotos. Lá dentro, os convidados oficiais. Doze chefes de estado e de governo estavam presentes. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, chamou a atenção: ela cantou todo o Hino Nacional brasileiro.
Emocionada, Dilma Rousseff tomou posse do segundo mandato.
O Globo
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