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Una: “A falta de mão de obra está atrapalhando a produção de borracha”, diz Pierre ao site Borracha Natural

  • Jorge Pereira:Jornalista-MTE 0005599/BA - 07/03/2019
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Pierre Paul G. Vandenschrick. (Foto: Facebook)

No dia 1ª de março do ano em curso, em entrevista em ao  site Borracha Natural Brasileira, o empresário e também agricultor do município de Una, no sul da Bahia, Pierre Paul G. Vandenschrick, comentou sobre  a falta de mão de obra que vem atrapalhando a produção de borracha natural.

A falta de mão de obra está atrapalhando a produção de borracha natural no estado da Bahia. Segundo heveicultor baiano, os motivos são vários, dentre eles o preço baixo da commodity e a busca dos trabalhadores por melhor renda, indo trabalhar em outros estados ou, ainda, procurando emprego nas cidades.

Pierre que tem 80 mil pés de seringueira plantados no município de Una, a cerca de 60 quilômetros ao sul de Ilhéus, conta que há três anos metade da sua propriedade, a Fazenda Ghislaine Esmeralda, estava sem ser explotada devido à falta de mão de obra. “Temos vagas para 26 sangradores. Hoje, falta cinco para fechar o quadro. Nos últimos anos, a situação em geral foi muito ruim. Estava sem renda até para manter a propriedade”, conta.

O produtor, que também compra e revende coágulo para usinas de São Paulo e da Bahia, conta que, mesmo com o aumento para 50% nos contratos de parceria ante os 30% pagos antigamente, não encontrava pessoas interessadas pela sangria. “Tivemos 16 anos de um governo que atrapalhou muito. As pessoas ganhavam muitos benefícios (muitas das vezes) sem necessidade e, com isso, não queriam trabalhar. Com o novo governo Bolsonaro, já começaram as fiscalizações dos benefícios, a ‘filtrar’ melhor a necessidade de cada pessoa. Estamos confiantes de que vai melhorar”, comenta.

Segundo Vandenschrick, como as plantações de seringueira da Bahia são antigas, as primeiras do Brasil, e geralmente consorciadas com outras culturas, como o cacau, o que vem acontecendo é que quando o preço da borracha cai os produtores deixam de sangrar e começam a trabalhar mais na outra cultura, consorciada, voltando a sangrar apenas quando o preço melhora. “A expectativa é que o preço suba em abril, animando mais. As plantações baianas não são tão organizadas e não têm clones tão produtivos quanto as de São Paulo, e precisam ser renovadas”, finaliza. *Por Camila Gusmão

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