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Segurança: Prefeito de Fortaleza dobra efetivo de Guarda Municipal para garantir serviços após ataques

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 10/01/2019
                       
guarda municipal

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O prefeito de Fortaleza-CE, Roberto Cláudio, definiu nesta quarta-feira (9) ações para que os serviços afetados pelos ataques violentos à cidade voltem ao normal. Uma das ações, segundo a prefeitura, foi o aumento das equipes da Guarda Municipal, que passou de 200 para 554 guardas.

Uma forte onda de violência assola o Ceará desde a última semana. Cidades do Estado tiveram os serviços públicos fortemente comprometidos. Na capital Fortaleza, a coleta de lixo foi prejudicada, com acúmulo de resíduos nas ruas da cidade.

Além disso, outros serviços, como a limpeza urbana e a iluminação pública, alvos dos ataques, foram reestabelecidos, normalizando o funcionamento ao longo dos próximos dias. Ainda de acordo com a prefeitura, a pintura de equipamentos públicos municipais, que foram pichados, será intensificada e as estruturas, que sofreram ataques, serão todos reconstruídas.

O prefeito de Fortaleza afirmou que a cidade está preparada para lidar com a crise na Segurança Pública. “O município, a exemplo do governo do Estado, não cederá a esse tipo de pressão. Nós temos um plano de contingência, que é acionado mediante eventuais necessidades e está em vigor desde a última quinta-feira”, disse.

Entenda o caso

Os ataques começaram na última quarta-feira (2), quando o novo secretário de Administração Penitenciária do Estado, Luís Mauro Albuquerque, afirmou que não reconhece facções criminosas do Estado e que, por esse motivo, a divisão de presos por unidades não irá mais obedecer à distribuição por vínculos com organizações criminosas.

O governador Camilo Santana havia dito em janeiro do ano passado que, das 441 mortes registradas nos primeiros 29 dias de 2018, 84% eram vinculadas às facções criminosas. O principal grupo criminoso do Ceará é o GDE (Guardiões do Estado) que atua junto ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Além desses, há grupos da facção CV (Comando Vermelho) no Estado.

A crise na segurança pública também teria sido motivada pela apreeensão de 400 celulares em presídios do Estado. Os aparelhos teriam facilitado as ordens para rebeliões. Desde a quarta-feira (2), foram registrados cerca de 100 ataques em todo o Estado. Em represália, as autoridades responsáveis cancelaram visitas nos presídios e retiraram televisões.

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