
Geddel foi preso preventivamente em 8 de setembro do ano passado. (Foto: Ilustrativa/Internet
A Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal decidiu nesta quinta-feira (19) transferir o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-senador Luiz Estevão para o bloco de segurança máxima da Penitenciária da Papuda, em Brasília.
Segundo a Agência Brasil, a medida foi tomada pela Justiça após a operação da Polícia Civil do Distrito Federal, encontrar indícios de privilégios concedidos aos presos no último domingo (17). Na operação, mais de 30 agentes encontraram chocolate, tesoura e cinco mini pen drives na cela do ex-senador.
Ao decidir a questão, a juíza Leila Cury entendeu que os acusados não podem ficar em celas próximas durante o procedimento de apuração do caso. Para a magistrada, há indícios de que Luiz Estevão “vem exercendo liderança negativa”, após ter sido flagrado duas vezes com objetos proibidos.
“Há indícios de que ele vem exercendo liderança negativa no ambiente em que atualmente está recolhido, pois, através de alguma das hipóteses acima elencadas (ou eventualmente de qualquer outra sequer imaginada) ele já foi flagrado, pelo menos duas vezes, na posse de objetos proibidos, tudo estando a indicar que, se não for imediatamente realocado em outro local, além de dificultar a efetiva apuração dos fatos, pode vir a conseguir novamente outros privilégios. ”, decidiu a juíza.
Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão pelo desvio, na década de 1990, de R$ 169 milhões na execução da obra da sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. Geddel foi preso preventivamente em 8 de setembro do ano passado, depois de serem encontrados R$ 51 milhões dentro de malas e caixas de papelão no imóvel de um amigo, próximo a sua residência. A apreensão foi possível devido a uma denúncia anônima.
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