
Servidores do INSS ocupam sede do órgão em Brasília (Foto: Fenasps/Divulgação)
Servidores do INSS ocuparam na manhã desta quarta-feira (9), a sede da superintendência do Distrito Federal. O grupo de 50 servidores protestava contra o corte dos dias não trabalhados durante a greve nacional da categoria, que já passa de dois meses.
Os funcionários pedem reajuste salarial de 27,5%, incorporação de gratificações, implantação de 30 horas de trabalho semanal para todos os funcionários e realização de concurso público. O Ministério do Planejamento propôs reajuste de 21,3%, parcelado em quatro anos. As negociações ainda continuam.
Servidor do INSS que participou da ocupação do prédio, Iracemo da Costa afirma que a superintendência em Brasília, que responde pelo Norte e Centro-Oeste foi a única a ter cortado integralmente o ponto dos servidores. Para ele, o objetivo é garantir que os salários não sejam cortados no próximo mês.
Ele negou ter havido confronto com a segurança. “A tendência é que a gente vá dormir lá. Chegamos em torno de 6h30 da manhã e quando os vigilantes abriram, todo mundo entrou.”
Em nota, o INSS afirmou ter cortado o ponto de todos os servidores e não somente aqueles que trabalham em agências do Centro-Oeste ou Norte. O órgão informou que o procedimento tem fundamento legal e que a “falta por motivo de greve não pode ser objeto de abono ou compensação”
“Cabe salientar que o desconto não está vinculado à decretação de ilegalidade da greve e que uma eventual compensação depende de acordo entre as entidades sindicais e o Ministério do Planejamento, o que, até o momento, não ocorreu”, disse em nota. “Segundo orientação recebida do próprio MPOG [Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão], é obrigação do gestor adotar as providências para efetuar o corte de ponto referente aos dias parados na rubrica específica de falta por greve, sob pena de responsabilização.” (Do G1)
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