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ITABUNA: DOR E COMOÇÃO MARCA O ENTERRO DE PM ASSASSINADO EM SÃO JOSÉ DA VITÓRIA

  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 23/05/2015
                       

 

site denisson

Denisson foi executado num dia de trabalho

Centenas de pessoas foram dar o último adeus ao policial militar Denisson Rodrigues Sampaio, de 31 anos, executado na manhã de quinta-feira (21), em São José da Vitória. O corpo do PM, que era de Itabuna, foi sepultado no final da manhã desta sexta-feira (22), no Cemitério Campo Santo.

Além de policiais militares, civis, federais, do Corpo de Bombeiros, rodoviários federais e estaduais, amigos e colegas de faculdade, o prefeito Claudevane Leite também esteve no velório, ocorrido no Templo da igreja Assembleia de Deus, no bairro Sarinha, onde o soldado morava.

Muito emocionada, Rute Rodrigues, mãe do policial, disse que perdoava os assassinos do filho: “Eles apagaram o sorriso do meu filho, mas uma coisa eu digo, eu não quero que nada de mal aconteça com eles. Sabe por quê? Eu confio num Deus poderoso, que pode ter misericórdia da alma deles. Não quero ver a mãe deles sofrendo a dor que eu estou sentindo”.

Mãe e irmã fizeram questão de também segurar o caixão de Denisson (Fotos: Jefferson Teixeira)

Mãe e irmã fizeram questão de também segurar o caixão de Denisson (Fotos: Jefferson Teixeira)

O pai do militar também se pronunciou e contou que o filho parecia estar se despedindo dele da última vez que se viram. “Ele me abraçou e disse: ‘pai, pai’, duas vezes. Era um menino espetacular. Morreu sem ter condição de se defender. Isso é covardia”, desabafou.

Uma multidão se uniu no adeus a ao PM

Uma multidão se uniu no adeus ao PM

O cortejo fúnebre passou pelas principais ruas da cidade e chamava a atenção de quem cruzava com a multidão. “Eu não conhecia ele, mas fiquei de coração partido quando soube desse crime. Sou mãe. Imagine a dor dessa família”, disse uma dona de casa, que viu o cortejo.

O prefeito Claudevane Leite, amigo da família, também compareceu ao velório

O prefeito Claudevane Leite, amigo da família, também compareceu ao velório

Muitos estavam a pé, outros de carro ou de moto. A comoção foi muito grande. “A dor é grande, a alma dói, está chorando, mas o Senhor vai me dar vitória”, disse a mãe, lembrando que o rapaz era um ótimo filho. “Esse menino que o Senhor me deu é o filho que toda mãe, que todo pai queria ter”, resumiu.

Denisson era formado em História. Atualmente, cursava Direito na Uesc. Lotado em Camacan, foi destacado para trabalhar em São José da Vitória. Estava na PM há seis anos. Fez parte da turma formada em 1990. O rapaz era evangélico e estava noivo.

O caso

Câmeras do circuito interno de segurança da agência dos Correios registraram toda a ação do bando e as imagens chocam pela frieza e crueldade dos bandidos. O policial Denisson Rodrigues desce do carro e caminha em direção ao estabelecimento.
Na porta principal, um segurança dos Correios. O bandido se esconde e atira no PM quando ele aparece na porta. A vítima cai na calçada tentando estancar o sangue. O assaltante sai da agência e atira outras vezes. O comparsa dele, que estava numa esquina, também se aproxima e deflagra outros disparos.

Os criminosos ainda tentam puxar a pistola do policial, que a essa altura, já estava morto. O delegado Marlos Macedo, titular da Delegacia de Homicídios, chegou exatamente nesse momento. Ainda atirou, mas eles conseguiram fugir.
Um dos assaltantes seria de Itabela, mas estaria morando em Itabuna. Outro foi identificado como “Danilo Seco”, acusado de vários crimes. O carro em que eles estavam foi abandonado numa estrada na região do Japu, entre Itabuna e Ilhéus. A placa do automóvel pertence a outro veículo, segundo constatou o Sinesp, do Ministério da Justiça.

As polícias Civil e Militar deflagraram uma verdadeira operação de caça aos bandidos, que fugiram por dentro de um matagal. Um helicóptero do Graer (Grupamento Aéreo da Polícia Militar de Salvador) sobrevoou a região, na tentativa de localizar os criminosos.
As buscas pelos assassinos continuam. A cada instante, chegam denúncias, mas muitas delas acabam sendo alarmes falsos.

Diário Bahia

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