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  • Jorge Pereira:Jornalista-DRT 0005599/BA - 13/05/2012
                       
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Profissão mãe: quanto custaria este serviço?

Tássia Correia
Raul Spinassé | Ag. A TARDE

Nice Lima se desdobra para dar conta das tarefas diárias com suas filhas

Nice Lima se desdobra para dar conta das tarefas diárias com suas filhas
Está certo que amor de mãe não tem preço, mas o trabalho que essas mulheres exercem para garantir que esse sentimento todo se transforme em “filhos bem criados” e uma casa aconchegante pode, sim, ser dimensionado – como propôs o site internacional de finanças Salary.com. E vamos logo avisando: sairia bem caro se resolvessem remunerá-las pelos serviços prestados. Acordar as 7 da manhã com o chamado da caçula, providenciar logo mamadeira e lanchinhos, atentar para o relógio, pois às 12 em ponto todas devem estar prontas. Enquanto isso, assegurar-se que ninguém vai entrar na cozinha – pois o almoço está sendo preparado –, e que o laço escolhido no dia anterior estará enfeitando o cabelo de Luana. Até aí, foram cinco horas do dia de Eunice Lima, 42 anos, mãe em tempo integral de Luã Matheus, 13 anos; Luana, 5, e Lara Victória, 3. E, para ser mais fiel à rotina, seria preciso citar o banho das meninas, a arrumação das lancheiras, o escovar os dentes e uma pausa para cuidar de si mesma. “Acordo, tomo banho e já visto a parte de baixo da roupa que vou usar, ou não dá tempo”, ela relata. 

Quando Luana tinha 1 ano, Nice descobriu que – mesmo após cirurgia para não engravidar (ligadura de trompas) – estava à espera de Lara. Depois veio a notícia de que a caçula teria que passar por uma série de cirurgias para corrigir uma abertura na região dos lábios (fissura labiopalatal). “Meu projeto de vida, nessa época, estava feito, mas teve que ficar um pouco esquecido, porque a família precisou de mais cuidado, carinho materno mesmo”. 

Valorização – O artigo Trabalho Reprodutivo no Brasil, das pesquisadoras Hildete Melo e Marta Castilho, aponta que a inclusão dos afazeres domésticos no PIB do brasileiro significaria, aproximadamente, 10% a mais no valor total. “O fato de ser um trabalho não pago não quer dizer que não contribua para a produção de riquezas do País. A vida cotidiana de todos depende dessa infraestrutura dada pela dinâmica da família e da casa”, explica a subsecretária de Política para as Mulheres da Presidência, Tatau Godinho. 

No caso de Nice, somado às atividades da manhã, ainda precisaria ser contado o trabalho como motorista particular: pelo menos três viagens por dia, isso quando não há consultas médicas. Só aí, a economia é de R$ 1.244, salário de um motorista particular, segundo tabela do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos da Bahia. Lembrando que os passeios aos domingos não estão inclusos. 
Além disso, Nice exerce por meio período as atividades de uma creche. A mensalidade de uma instituição como esta na capital baiana pode custar até R$ 786. Mas nem adianta somar os valores, tudo é feito por devoção. “Acho que Deus me escolheu para ser mãe”, costuma dizer. 

Agora, Nice diz ter a sensação de dever “semicumprido” e prepara-se para voltar ao mercado de trabalho. “Quero me especializar como professora e estou estudando para concurso”, adianta. 
Horas semanais 

As donas de casa, em geral, dedicam mais de 20 horas semanais aos trabalhos domésticos, sendo que 27% delas exercem essa função por, pelo menos, 41 horas semanais, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2009). 

No total, 27 milhões de mulheres em idade ativa “não estavam com ocupação no mercado de trabalho nem em busca de um emprego, e realizavam tarefas domésticas” – ou seja: eram donas de casa. Isso representa 36,48% das mulheres do País com mais de 16 anos. 

Pesquisa do Dieese com donas de casa sem inserção profissional, em Salvador e São Paulo, apontou que elas se sentem discriminadas. E que, muitas vezes, o trabalho doméstico é desvalorizado até pela própria família. 

Então, se ainda não escolheu o presente da sua mãe, lembre: domingo, hoje em especial, é um bom dia para uma folga.

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