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  • Confira as 5 doenças mais comuns no Carnaval e saiba como evitá-las!

    • Jorge Pereira:Jornalista-MTE 0005599/BA - 09/02/2018

    carnaval

    Com essas dicas, aproveite a folia e curta a maratona de blocos e festas!

    Com a chegada do Carnaval, o feriado mais longo do calendário brasileiro, aumenta os casos de doenças contagiosas e que são frequentemente transmitidas durante as festividades. A prática de se relacionar com várias pessoas em blocos de rua ou festas em geral merece atenção e cuidado.

    Devido os números elevados de doenças o Ministério da Saúde alerta o folião para o uso da camisinha no Carnaval com a campanha Prevenir é Viver o Carnaval #VamosCombinar. O objetivo é fortalecer às diversas formas de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis como o HIV/aids junto ao público jovem. Este ano, como novidade, serão utilizadas diferentes manifestações musicais. Além disso, estão sendo distribuídos, gratuitamente, mais de 100 milhões de preservativos em todo o país.

    Outra intervenção será realizada pela Prefeitura da Serra, que vai distribuir camisinhas de graça durante as festas de Carnaval. Para reforçar aos foliões a importância de se proteger de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Serra, em parceria com a ONG CAC, vai distribuir camisinhas e folders informativos durante as festas do feriado.

    Entenda algumas doenças, como elas podem ser prevenidas e alguns dos os sintomas:

    1. Doença do beijo

    Os romances-relâmpagos de quem curte a festa na avenida ou em blocos de rua, diversão e a paquera fazem parte da folia. Mas um problema muito conhecido nessa época do ano pode surgir: a mononucleose infecciosa, também conhecida como “a doença do beijo”.

    O nome popular surgiu com a forma de transmissão da doença, que acontece principalmente pelo contato íntimo e troca de saliva. Gotículas de saliva soltas em conversas a uma distância pequena, tosses, espirros e até selinhos são suficientes para espalhar o vírus.

    A médica infectologista e cooperada da Unimed Vitória, Rúbia Miossi, conta que o vírus Epstein-Barr (EBV), que causa a mononucleose é do mesmo grupo do herpes. ”A doença apresenta sintomas que podem ser confundidos com uma gripe ou resfriado, com dor de garganta, febre e ínguas no pescoço”, explica.

    Depois de ter contato com o portador do vírus, a doença pode aparecer meses após o contágio.

    “O Epstein-Barr parece ser um vírus inofensivo, já que a maioria das pessoas nem sabe que já teve mononucleose e pelo mal costume dos foliões nas paqueras a doença pode evoluir com o aumento do fígado e do baço, além da síndrome da dor crônica”, ressalta

    1. HPV

    O papiloma vírus humano (HPV) é responsável por 95% dos casos de câncer de colo de útero, mas o que muitas pessoas não sabem é que ele também pode afetar os homens, desenvolvendo o câncer de pênis, além dos de cavidade oral e canal anal. Com o Carnaval chegando, é preciso cuidado redobrado com o uso de camisinha, já que o vírus é transmitido pelo contato sexual.

    Geralmente, ela não causa sintomas e o organismo humano consegue eliminar a infecção sozinho. No entanto, quando não tratado, o HPV pode desenvolver câncer nos órgãos citados. Carlos Henrique Segall Jr., médico da Associação de Urologia do Espírito Santo (AUES) explica que o vírus não evolui para o câncer em todas as pessoas. ”O vírus pode permanecer no organismo por muito tempo, porém, com imunidade baixa e até problemas pessoais pode ocorrer lesões e evoluir para um tumor no órgão”, ressalta.

    O uso de preservativo é a forma mais eficaz de evitar as doenças sexualmente transmissíveis, especialmente no Carnaval. Porém, outros métodos preventivos, como a vacinação, podem ser tomados desde cedo. ”Uma outra medida é a cirurgia de fimose a fim de se proteger e contra as verrugas genitais”, conta o urologista.

    1. HIV/AIDS

    O HIV é o vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, o vírus ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.

    O hábito de não usar camisinha tem impacto direto no aumento de casos de e aids entre os jovens. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos.

    Para evitar a transmissão da aids, é recomendado o uso de preservativo durante as relações sexuais, a utilização de seringas e agulhas descartáveis e o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais. Outra ação importante para prevenção da doença é o teste de sangue para transfusão.

    1. Hepatite

    As formas virais mais comuns de hepatite são as causadas pelos vírus A, B ou C.

    A hepatite B é transmitida sexualmente, e também por transfusão de sangue. A doença pode ser transmitida pelo compartilhamento de material para uso de drogas. As mesmas formas valem para a hepatite C, mas a transmissão sexual é mais rara. De acordo com o Ministério da Saúde, milhões de brasileiros são portadores do vírus B ou C e não sabem. Dessa forma, correm o risco de desenvolver a doença crônica e ter graves danos ao fígado, como cirrose e câncer. Além de transmitir a doença para outras pessoas.

    Para prevenção contra a hepatite B, há vacinação gratuita e disponível na rede pública. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue e o tratamento é feito com medicamentos.

    Já as pessoas diagnosticadas com a hepatite A, contraíram a doença por relações sexuais com pessoas infectadas ou alimentos contaminados. Os sintomas mas podem incluir cansaço, tontura, enjoo e pele e olhos amarelados.

    1. Câncer de cabeça e pescoço

    Muitas vezes nos momentos de diversão entre os foliões são acompanhados por exageros com bebidas alcoólicas, cigarro e relações sexuais desprotegidas. Quando exposto a essas três ações, há risco de câncer de cabeça e pescoço. O câncer de cabeça e pescoço compreende todos os tumores que tem origem na boca, nariz, garganta e nas glândulas salivares.

    Especialistas alertam para as feridas na boca que não cicatrizam, dor ou irritação persistente da boca ou garganta, placas avermelhadas ou esbranquiçadas que duram mais de três semanas, alteração da voz ou dificuldade de deglutir. Além disso, o diagnóstico de câncer apenas é confirmado com a biópsia.*FV

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