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  • Teixeira de Freitas: Pastor preso por estupro há 6 anos é inocentado pela vítima

    • Jorge Pereira - 30/11/2017

    Teixeira de Freitas

    Uma jovem de 19 anos procurou a Justiça e o Ministério Público de Mucuri para desmentir a estória que inventou quando só tinha 13 anos de idade e que levou o seu tio à prisão, inclusive preso até hoje no presídio do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas desde o dia 5 de setembro de 2011. A juíza Tarcísia de Oliveira Fonseca Elias e o promotor de justiça Gilberto Ribeiro de Campos ouviram e gravaram o novo depoimento da jovem e demonstraram estarrecimento com todo o teatro em que a jovem montou na época do fato ao ponto de ter convencido a Polícia Militar, a Polícia Judiciária, o Ministério Público e até o Poder Judiciário da ocasião.

    A jovem que hoje é casada e mora em um povoado do município de Pedro Canário, no extremo norte do Espírito Santo, disse que após refletir muito nestes últimos 6 anos e após ter sido impulsionada pelo atual esposo, resolveu procurar a justiça e contar toda a verdade, objetivando tirar o tio da cadeia, além de ter entregue à justiça uma declaração de inocência com data de um ano atrás (28 de novembro de 2016), com reconhecimento de firma no Cartório de Itabatã, em que narra todo mal que teria feito ao tio com a invenção criminosa. Contudo, o tio que era dirigente de uma Igreja Evangélica já está preso há 6 anos e 2 meses e vem tirando toda sua cadeia no regime fechado, após ser condenado a 20 anos de reclusão, que a princípio só terá direito a progressão de regime em maio de 2019, sem o abatimento da remissão.

    Entenda o caso

    Na sexta-feira do dia 16 de setembro de 2011, a Polícia Civil concluiu e remeteu à justiça o inquérito policial do caso de nº 079/2011, em desfavor da pessoa do pedreiro e dirigente evangélico Elias dos Santos, 38 anos na época, acusado de ter cometido vários abusos sexuais contra a sua própria sobrinha materna, de 13 anos. Na época a Polícia Civil concluiu que a menina teria sido estuprada pela primeira vez pelo seu tio, quando tinha 11 anos, em Vitória-ES., em casa de familiares, tendo ido posteriormente morar com a mãe e o padrasto na cidade de Pedro Canário, no extremo norte capixaba, onde também alegou a menor, que vinha sofrendo sequentes abusos sexuais e ameaças pelo próprio padrasto, a ponto de ir morar com a avó em Itabatã.

    Mas teria sido em Itabatã que ela teria voltado a ser abusada sexualmente pelo mesmo tio de 2 anos atrás, além de sofrer constantes agressões físicas a tapas e com uso de cinto, como forma de impor poder sobre ela e intimidá-la a não contar nada a alguém. O pedreiro e pastor Elias dos Santos, 38 anos na época e hoje com 44 anos, foi indiciado com base no Artigo 217-A, c/c com o Artigo 225, parágrafo único, Artigo 226, Inciso II e Artigo 29, todos do Código Penal Brasileiro -, por crime de estupro de vulnerável, em ação pública condicionada à representação, agravado pela razão do autor ter sido pessoa que tinha a obrigação e o dever de proteger a vítima, além, de qualquer modo, ter concorrido para o crime incidindo nas penas cominadas na medida de sua culpabilidade.

    Na época o delegado chegou a enquadrar ainda, a esposa do acusado, Maria Célia Alves da Silva, como partícipe por ter tentado coagir a menor, objetivando que a menina de 13 anos, mudasse a sua versão desmentindo as provas e evidências para inocentar e automaticamente liberar seu marido da prisão. Na ocasião o pedreiro e dirigente evangélico Elias dos Santos negou todas as acusações, afirmando que sua sobrinha estaria acusando-o falsamente em virtude da disciplina que tentava aplicar-lhe, tendo confirmado somente, de tê-la corrigido de maneira física, com o objetivo de afastá-la de má conduta.

    Fonte: Sul Bahia News

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